Rockstar nega no tribunal ter demitido funcionários de GTA VI por atividade sindical
A audiência sobre a demissão de 31 trabalhadores começou nesta quinta-feira (10) em Glasgow e vai até 16 de outubro. O estúdio sustenta justa causa por vazamento de informação confidencial; o sindicato IWGB fala em perseguição e pede reintegração.
Rockstar GamesComeçou nesta quinta-feira (10), no Glasgow Tribunals Centre, a audiência que vai decidir se a Rockstar Games agiu dentro da lei ao demitir 31 funcionários britânicos ligados ao desenvolvimento de GTA VI. O caso, registrado como Garland e outros contra Rockstar, está marcado para se estender até 16 de outubro — pouco mais de um mês antes do lançamento do jogo, em 19 de novembro.
Logo na abertura, a empresa reafirmou a versão que vem sustentando desde o ano passado. Em posição citada pela VGTimes, a Rockstar afirma que indivíduos no Reino Unido e no Canadá foram demitidos por falta grave após o compartilhamento de informações confidenciais da empresa, e não por suposta filiação ou atividade sindical.
O que cada lado alega
A disputa gira em torno de um canal de Discord onde os funcionários conversavam. Para a Rockstar, o canal não era privado — teria incluído jornalistas e funcionários de estúdios concorrentes — e nele circularam detalhes sensíveis, como andamento do desenvolvimento de GTA VI, prazos internos e protocolos de segurança de TI. O sindicato Independent Workers of Great Britain (IWGB) contesta essa descrição e diz que o grupo era usado para discutir condições de trabalho e organização sindical.
O IWGB alega ainda que as demissões por falta grave foram aplicadas sem processo disciplinar e sem direito a recurso. Segundo o relato do sindicato, parte dos trabalhadores foi escoltada para fora do prédio no mesmo dia, enquanto outros souberam da demissão pelo celular. Um dos ex-funcionários, Will Mesilane, teve o visto de trabalho cancelado e foi comunicado ao Home Office britânico.
O que o sindicato pede
- Reintegração dos trabalhadores demitidos em outubro de 2025 — 31 no Reino Unido e outros três no Canadá.
- Indenização pelas demissões, classificadas pelo sindicato como retaliação por atividade sindical.
- Um acordo formal de reconhecimento sindical, com mais transparência salarial e limite de horas extras.
- Reconhecimento de que houve blacklisting, a prática ilegal de fichar trabalhadores por envolvimento sindical.
"Acreditamos que a Rockstar tentou se safar de um Grand Theft Employment Rights", disse o presidente do IWGB, Alex Marshall, em trocadilho com o nome da franquia. Do lado dos ex-funcionários, Jason Lewis afirmou que, por quase um ano, a verdade sobre o que aconteceu com eles foi enterrada pela Rockstar.
Por que isso importa agora
Além do peso simbólico de um julgamento trabalhista contra o maior estúdio da indústria às vésperas do maior lançamento do ano, a audiência é a primeira oportunidade pública de confrontar as duas narrativas com provas e testemunhas. Até aqui, o caso só havia produzido decisões preliminares — em uma delas, a Justiça britânica negou o pedido de pagamento provisório aos demitidos enquanto o mérito não fosse julgado.
Como a instrução vai até 16 de outubro, a decisão final deve sair semanas antes de GTA VI chegar ao PlayStation 5 e ao Xbox Series X/S. Vamos acompanhar as sessões e atualizar esta cobertura conforme o caso avançar.
Matéria original: VGTimesMatéria original: Gaming ProMaxFontes
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